O Renascimento do Cristianismo Ortodoxo na Nova Rússia

Penso que a Rússia não é nada menos do que um milagre abençoado por Deus para testemunhar ao mundo – o amanhecer da revitalização da civilização Cristã.

Nota do Editor: O Dr. Steve Turley é uma sensação do Youtube em rápida ascenção, autor de vários livros, escritor de blog e especialista em educação. Ele propõe um convincente argumento sobre o iminente retorno mundial dos valores tradcionais em termos de cultura, política e religião. Confira seu fascinante blog e canal do YT!


TRANSCRIÇÃO:

Olá, pessoal! Bom estar de volta com vocês.

Gostaria de conversar com vocês sobre um maravilhoso livro que eu li recentemente, entitulado Santa Rússia: o Renascimento da Ortodoxia na Nova Rússia (Holy Rus: the Rebirth of Orthodoxy in the New Russia). Escrito por John Burgess do Seminário Teológico de Pittsburgh. Ele fez várias viagens para a Rússia. Ele viveu em Moscou e São Petersburgo e fez peregrinações para vários dos mais importantes monastérios, paróquias e lugares santos da Rússia Ortodoxa. Em seu último livro aqui, Burgess faz um tour pelo renascimento da Ortodoxia na nova Rússia que é tanto fascinante quanto equilibrado. Então eu gostaria de compartilhar alguns de seus pensamentos com vocês, porque eu penso que este é um exemplo fantástico de recristianização que está acontecendo em várias antigas nações Bizantinas e Ocidentais.

Burgess começa com um breve panorama social e cultural da sociedade Russa antes da Revolução de Outubro de 1917. Uma paisagem dominada pela Igreja Ortodoxa Russa. 90% da população nacional participava ao menos anualmente dos sacramentos da Igreja Ortodoxa. 50.000 paróquias, 25.000 capelas, 1.000 monastérios, 60 seminários e 4 escolas teológicas cobriam a terra. Entronizado como o grande benfeitor e protetor da Igreja estava o Czar em toda sua glória e majestade. Não havia uma outra nação Ortodoxa sequer que podia comparar-se com a Santa Rússia.

Agora, Burgess nota que o que aconteceu após a Revolução Comunista foi simplesmente um evento sem precedentes na história do Cristianismo. A Igreja sofreu perseguições em uma escala que simplesmente nunca antes foi vista. Pelo fim do reino de terror de Stalin, a Igreja Ortodoxa estava praticamente eliminada. Eu quero dizer, vocês precisam deixar que isto atinja-os: o que havia sido antes a força cultural e social dominante em toda a Rússia estava então reduzido a meros escombros, bem como o czar.

Lembram-se dos 1.000 monastérios? Se foram. Foram todos fechados. O mesmo aconteceu com as escolas teológicas. Apenas quatro bispos permaneceram em ofício em toda a nação. As 50.000 paróquias foram reduzidas a poucas centenas. Estima-se que mais de 85% do clero e dos monásticos tenham sido presos e enviados para morrer em campos de trabalho. Por volta de 300.000 pessoas associadas à Igreja foram mortas.

Agora, uma das maiores ironias da história foi a invasão Alemã da União Soviética em 1941 que salvou a Igreja da aniquilação completa. Uma das formas pelas quais Stalin e seus generais tentaram ganhar o apoio popular para enfrentar Hitler foi permitir que algumas destas igrejas e monastérios fossem reabertos. Assim, pelo fim da guerra, a Igreja tinha 15.000 paróquias, 100 monastérios e oito seminários. Os anos de Khruschev, infelizmente, envolveram um renovado esforço para inculturar o ateísmo na população, e a Igreja começou a diminuir novamente para cerca de metade das igrejas, 16 monastérios e apenas alguns seminários.

Agora, apenas para abrir uma janela para o coração Russo: quando a União Soviética caiu, é assombroso que 30% da população ainda referia-se abertamente como Ortodoxos Russos. Aqui há algo ainda mais maravilhoso: após quase 70 anos de ensino deliberado e dogmático de ateísmo nas escolas Soviéticas e universidades, uma pesquisa realizada logo após a queda da União Soviética descobriu que apenas 6% da população Russa identificava-se como ateu. Isto é 1% mais alto do que a média global. 70 anos de educação deliberada e dogmática de ateísmo resultaram em uma diferença de 1% do ateísmo – uma diferença de 1% com a média global. Esta é uma das janelas mais belas para a alma Russa de que eu posso pensar.

Agora, de acordo com o Burgess aqui, com o colapso da União Soviética, muitos Russos quiseram saber o que fazia a Rússia, Rússia, unicamente Rússia. Como era a Rússia diferente da Europa e das outras nações ocidentais? Mais e mais ficou claro que a Igreja Ortodoxa Russa devia ser a resposta para este questionamento. A Igreja Ortodoxa Russa não era e ela não é meramente... não é meramente uma igreja; ela simboliza a identidade política, a identidade nacional puro-sangue, de forma que ela vê-se no papel dado por Deus para preservar a distinta visão Ortodoxa do céu na terra para todos verem e então participarem.

Desta forma, a Igreja Ortodoxa Russa vê sua renovada missão como sendo dupla: ela deve esforçar-se para convidar todos os Russos em uma fé pessoal e transformação moral por um lado e providenciar um sentido de distintividade e destino nacional por outro. Em resumo, como aponta Burgess, o Comunismo foi de fato substituído pela Ortodoxia, e os resultados falam por si mesmos. Hoje em dia, a Igreja cresceu até 35.000 paróquias, 800 monastérios e inúmeros ministérios educacionais e de bem-estar social espalhados através da nação. As pesquisas mais recentes corroboram que perto de 70% da população Russa – 70% - identificam-se ou como religiosos ou muito religiosos, e assombrosos 93% confirmam seu apoio e respeito pela Igreja Ortodoxa Russa e pelos Cristãos Ortodoxos. Assombrosamente, uma pesquisa recente descobriu que 30% dos Russos gostaria de ver um retorno do governo monárquico comparável ao dos czares.

Além do mais, a Igreja Ortodoxa tem alcançado até mesmo as políticas da política doméstica, em algo chamado de Segurança Espiritual. Burgess não vai a fundo nisso, mas eu penso que isso seja importante aqui. A Segurança Espiritual é considerada uma subcategoria da segurança nacional em vários documentos políticos emitidos pela administração do Presidente Putin... ela é confeccionada como uma medida primária pela qual os valores tradicionais Russos, encorporados particularmente na Igreja Ortodoxa Russa, possam ser protegidos e perpetrados em meio aos ataques globalistas.

É completamente reconhecido por oficiais Russos que a globalização envolve forças radicais e destradicionalizadoras, que removem o tempo e o espaço do local e costumeiro controle da interpretação e os reinserem na interpretação transnacional baseada no consumidor. De forma que o tempo local é substutuído por um tempo padronizado; os negócios locais por corporações transnacionais; e os costumes locais por eventos translocais impulsionados pela mídia.

A política Russa de segurança espiritual tem tomado bem a sério as forças seculares e destradicionalizantes da globalização. Assim, nos anos 2000, o conceito nacional de segurança da Rússia afirmou que a garantia da segurança nacional da Federação Russa incluia proteger o legado cultural, espiritual e moral da nação e suas tradições históricas e padrões de vida pública. Era necessária uma política que preservasse o bem-estar espiritual e moral da população. Vocês ouviram isso? Era necessária uma política que preservasse o bem-estar espiritual e moral da população.

Assim, Vladimir Putin esboçou uma conexão muito justa entre religião, cultura e nacionalidade, tanto que em 2002 o então Patriarca de Moscou, Alexei II, consagrou uma Igreja Ortodoxa Russa bem no território do Quartel-General Lubyanka da Agência de Segurança Federal. Ela era... ela era conhecida antigamente como a KGB! A chave aqui foi o gesto simbólico, aproximando a Igreja e o Estado na manutenção da distinta identidade Russa, que, a propósito, John Burgess certamente discorre em seu livro aqui.

O Patriarca deixou bem claro que a cerimônia solidificava o esforço conjunto entre os departamentos do governo e a Igreja Ortodoxa Russa para manter a segurança espiritual da população Russa. O resultado é que a Rússia é uma das nações na vanguarda do processo de recristianização que está atualmente acontecendo, no qual vemos nações tais como a Polônia, Hungria, Eslováquia, Moldávia, Bulgária, Geórgia e, sim, até mesmo o Arquipélago de Samoa.

Penso que a Rússia não é nada menos do que um milagre abençoado por Deus para testemunhar ao mundo – o amanhecer da revitalização da civilização Cristã, que acontecerá cada vez mais no Ocidente na medida em que mais nações voltarem-se da podre e moribunda globalização secular em direção do ressurgir da fé, cultura e civilização Cristã.

Deus abençoe.

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