Ativistas Ortodoxos Pedem a Substituição das Estrelas do Kremlin Por Águias Bicéfalas

Assim como o Martelo e a Foice foram substituídos pela Águia Imperial na fachada, os ativistas Ortodoxos buscam ver a ave sobrevoando as torres do Kremlin novamente

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O movimento ativista Ortodoxo Russo Quarenta Vezes Quarenta pediu que as estrelas de rubi fossem removidas das torres do Kremlin, sendo substituídas por Águias Bicéfalas que, segundo a organização, poderia servir para a reconciliação e a restauração da justiça histórica, relata RIA-Novosti.

“Acreditamos sinceramente que as estrelas de rubi deveriam estar nos edifícios que foram construídos durante o período Soviético dos 70 anos da história Russa, mas não nas torres do Kremlin, que os Bolcheviques não construíram”, diz a declaração do movimento.

Em um século de revolução, quando, na visão do movimento, a sociedade Russa reviu os resultados da "experiência social de construção do Estado sem Deus e Seus Mandamentos, as milenares Águias Bicéfalas do Império Russo deveriam regressar às torres do Kremlin de Moscou”. Como o movimento observa, muito se ouve hoje em dia sobre “reconciliação”, processos históricos contínuos e o estado Russo milenar.

“Contudo, ao olhar para o Kremlin, surge a questão natural: O que aconteceu com a Águia Imperial Bicéfala dourada com o cetro e orbe, que é o emblema de nosso país, e o que as estrelas vermelhas têm a ver com o antigo Kremlin de 500 anos, construído por um príncipe Ortodoxo de Moscou, no coração da Terceira Roma - o reino Ortodoxo mais poderoso?”, lê a mensagem do movimento.

Os ativistas Ortodoxos lembraram que as torres Spasskaya, Troitskaya e Nikolskaya do Kremlin foram nomeadas em homenagem a Cristo, à Santíssima Trindade e a São Nicolau, o Milagreiro, e expressaram espanto sobre por que as estrelas, "sob cujo signo perseguições aos Cristãos sem precedentes na história mundial foram conduzidas, milhares de catedrais incríveis foram detonadas, relíquias foram destruídas, os crentes foram ridicularizados e as crianças foram ensinadas a cuspir em ícones”, permanecem nas torres até hoje.

“Conforme buscamos a reconciliação do período Soviético de 70 anos com o Império ortodoxo de 1.000 anos, seria bom se todos os símbolos Soviéticos, criados na era Soviética, permanecessem inalterados, e os antigos símbolos pré-revolucionários, criados por nossos grandes ancestrais retornassem ao seu significado e título originais”, acrescentaram os ativistas.

O coordenador do movimento Quarenta Vezes Quarenta, Andrew Kormukhin, observou que pretendem coletar assinaturas para pedir a substituição das estrelas, que serão enviadas à administração presidencial e ao próprio gabinete do presidente.


Nota do Editor: Quarenta Vezes Quarenta era originalmente um nome para Moscou - assim chamada porque supostamente era o número de igrejas dentro de seus muros.

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