Russos Aumentam Doações de Caridade em 89% Durante o Período de Quarentena

Com base nos dados dos serviços de transferência on-line Yandex.Money e QIWI, os russos se tornaram muito mais ativos no apoio às instituições de caridade que apóiam os “socialmente vulneráveis”, como pessoas pobres, sem-teto e órfãos.

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Uma foto de um voluntário da campanha nacional 'Estamos Juntos', entregando mantimentos a um veterano. 
© Sputnik / Evgeny
Odinokov

Os russos se tornaram muito mais caridosos durante o auto-isolamento. Isso conforme os dados compilados pelo jornal Kommersant, que descobriu que organizações sem fins lucrativos registraram um aumento notável nas doações durante a quarentena.

Com base nos dados dos serviços de transferência on-line Yandex.Money e QIWI, os russos se tornaram muito mais ativos no apoio às instituições de caridade que apóiam os “socialmente vulneráveis”, como pessoas pobres, sem-teto e órfãos.

Em março, o número de transferências on-line para organizações sem fins lucrativos cresceu 37% em relação a fevereiro. Em abril, o número aumentou em mais 38%, significando que houve 89% mais doações em abril do que em fevereiro.

Além disso, as contribuições aumentaram não apenas em quantidade, mas também em tamanho. Segundo os dados, em abril, a transferência média aumentou em 7%, para 1.021 rublos (R$ 79,55), a maior em um ano e meio.

Elizaveta Yaznevich, chefe do departamento de pesquisa da plataforma de análise 'To Be Precise', sugeriu que o aumento nas doações deve-se à resposta competente das ONGs à epidemia. Falando ao Kommersant, Yaznevich explicou que as organizações "foram capazes de responder a uma mudança acentuada na agenda". A To Be Precise ajudou a compilar os dados relatados, juntamente com o Yandex.Money e o fundo "Need Help".​​​​​​​

Como em quase todos os países, os Russos estão cada vez mais sentindo o aperto desde o início das medidas anti-coronavírus. De acordo com uma pesquisa realizada em abril de 2020 pelo pesquisadores da Levada, quase um terço dos Russos (32%) diz que eles ou seus familiares já foram afetados pela redução dos salários. 

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