Prisão Domiciliar e Tornozeleira Eletrônica Decretadas Para Uma Família Americana Por Causa do Coronavírus

"Se eu tivesse que ir ao pronto-socorro, se tivesse que ir ao hospital, não iria esperar para obter uma aprovação", disse a mulher...

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CONDADO DE HARDIN, Kentucky. (WAVE) - Um casal do condado de Hardin está agora em prisão domiciliar após um deles ter recebido um teste positivo para o COVID-19 e ter decidido não assinar os documentos concordando com a auto-quarentena.

Na semana passada, Elizabeth Linscott foi testada para o COVID-19 porque planejava visitar seus pais em Michigan.

"Meus avós também queriam me ver", disse Linscott. "Então, apenas para garantir... se desse negativo [o teste], eles [os avós] estariam seguros e tudo ficaria bem".

Após testar positivo, mas sem mostrar nenhum sintoma, Linscott disse que o departamento de saúde entrou em contato com ela e solicitou que ela assinasse documentos que a limitariam viajar para qualquer lugar, a menos que ela consultasse o departamento de saúde primeiro. Ela disse que optou por não assinar os documentos.

"Minha discordância foi que se eu tivesse que ir ao pronto-socorro, se tivesse que ir ao hospital, não iria esperar para obter uma aprovação", disse Elizabeth.

Todavia, Linscott disse que tomaria as precauções necessárias se precisasse ir ao hospital, como informar aos trabalhadores que ela recentemente testou positivo para COVID-19.

Alguns dias depois que ela negou ter assinado a Ordem Acordada de Auto-isolamento e Movimento Controlado, Linscott disse que o Departamento do Xerife do Condado de Hardin chegou a sua casa sem aviso prévio. O marido dela, Isaiah, estava em casa.

"Eu abro a porta e há oito pessoas diferentes", disse ele. "Cinco carros diferentes, eu disse comigo mesmo 'que diabos está acontecendo?' Um cara estava de terno e com uma máscara, ele é do departamento de saúde e tinha três papéis diferentes para nós. Para mim, minha esposa e minha filha".

O casal foi condenado a usar tornozeleiras eletrônicas. Se eles viajarem mais de 60 metros, a polícia será notificada.

"Não roubamos uma loja, não furtamos nada, não assaltamos e fugimos, não fizemos nada de errado", disse Elizabeth Linscott.

O casal disse que nunca negou a quarentena, apenas que não concordava com a redação dos documentos.

"Foi exatamente o que o diretor do departamento de saúde pública disse ao juiz, que eu estava me recusando a me colocar em quarentena por causa disso e daquilo, mas esse não era o caso", disse Linscott. "Eu nunca disse isso."

Os Linscotts disseram que planejam procurar um advogado.

A agência de Notícias WAVE 3 contatou o Departamento de Saúde do Condado de Hardin, mas não teve resposta.

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