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"Populações em Declínio, Não Mudanças Climáticas, São a Maior Ameaça para a Civilização Ocidental" (Viktor Orban)

Diante do desafio do declínio populacional, os governos de toda a Europa Central introduziram incentivos financeiros para que se tenham filhos...

Originally appeared at: Sputnik

Tendo Budapeste recebebido uma alta cúpula internacional sobre demografia na primeira semana de setembro, com a participação de vários líderes regionais e delegações de uma dúzia de outros países, o primeiro ministro Viktor Orban ​​​​deplorou o declínio populacional na Europa, enquanto que louvou a política pró-família da Hungria, conforme reportagem do Financial Times.


Viktor Orban com sua família

Orban disse que era algo concebível que a Hungria, com uma população de pouco menos de 10 milhões e encolhendo, pudesse simplesmente desaparecer, devido as decadentes taxas de natalidade e emigração para os estados mais ao oeste da UE.

"Não é difícil imaginar que sobraria um último homem solitário que teria que apagar as luzes ao sair", disse Orban durante a abertura da conferência no dia 5 de setembro.

Orban, conhecido por sua dura posição sobre imigração, disse que outros políticos Europeus viram isso [a imigração] como uma solução, mas ele rejeita isso veementemente.

“Se a Europa não for ser populada por Europeus no futuro, e nós pensamos que as coisas serão sempre assim, então estamos falando sobre uma substituição de populações, sobre uma permuta da população Européia por uma outra. Existem forças políticas na Europa que desejam uma mudança populacional por razões ideológicas e outras mais”, disse Orban.

Laszlo Kover, o porta-voz do parlamento, acrescentou que "ter filhos é uma questão pública, não privada", ao que sugeriu que pessoas sem filhos não são "normais", e que "permanecem do lado da morte".

Katalin Novák, ministra de estado Húngaro da Família, Juventude e Assuntos Internacionais, repetiu os sentimentos de Victor Orban:

“A Europa tem se tornado o continente dos berços vazios, ao passo que na Ásia e África eles encaram desafios demográficos do tipo oposto”.

Abordando a conferência demográfica de Budapeste, o convidado de honra e ex-primeiro ministro Australiano Tony Abbot, aplaudiu o líder Húngaro por ter tido "a coragem política de desafiar o politicamente correto".

De acordo com Abbott, populações em declíno, não mudanças climáticas, são a maior ameaça para a civilização ocidental.

A conferência que durou dois dias contou com a participação do primeiro ministro Checo, Andrej Babiš, e o presidente Sérvio, Aleksandar Vučić. Ambos disseram que a elevação da taxa de natalidade é uma prioridade para seus países.

Governos da Europa Central introduziram incentivos financeiros para que os casais tenham mais filhos.

O governo de Orban anunciou em fevereiro políticas generosas com a intenção de ampliar a taxa de natalidade, incluindo um empréstimo de 10 milhões de florins (+-R$ 136.000), que é perdoado caso a família tenha ao menos três filhos, além de incentivos em dinheiro para grandes famílias na compra de veículos com 7 assentos.

Orban disse recentemente que a taxa de natalidade da Hungria aumentou ligeiramente desde 2010, quando ele começou seu segundo mandato como primeiro ministro, de 1.2 para 1.5 nascimentos por mulher. Contudo, isso ainda fica muito abaixo do nível de 2.1 filhos por mulher, necessário para o aumento da população.

A Polônia está introduzindo o Plano 500+, que paga mensalmente 500 złoty (R$ 525) aos pais por filho depois do segundo filho em diante.



O primeiro ministro Checo, Andrej Babiš, disse que seu país também busca incentivar grandes famílias.

As previsões da UE afirmam que os 10 países que estão encolhendo mais rapidamente são os da Europa central e oriental, incluindo a Bulgária, Croácia, Sérvia, Polônia, Romênia e Hungría, fazendo com que a demografia se torne um desafio chave para o crescimento econômico da região.

O declínio das populações em idade de trabalho continuará ao menos até o ano de 2060, conforme as Nações Unidas, significando quedas de cerca de 3% a 6% a cada período de cinco anos, constituindo uma queda ainda mais drástica no caso da Polônia depois dos anos 2045.