Julgamento do Metropolita Grego de Corfu Que Deu Comunhão Aos Fiéis Durante a Quarentena

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As autoridades Gregas abriram um processo criminal contra Sua Eminência, o Metropolita Nectário de Corfu em abril, depois que ele celebrou a Divina Liturgia em condições de quarentena na festa do Domingo de Ramos e deu comunhão a vários fiéis.

As restrições não proibiam a comunhão de alguns fiéis, disse ele na época, argumentando que “se desconectarmos a Sagrada Comunhão do Sacramento da Divina Liturgia, então abolimos a missão da Igreja”.

O Metropolita Nectário adentrando o tribunal esta manhã


As acusações foram apresentadas pelo Procurador de Corfu, a pedido do Procurador do Supremo Tribunal Grego.

Seu julgamento foi iniciado na ilha de Corfu. Quinze hierarcas da Igreja Ortodoxa Grega chegaram à ilha desde então para apoiar seu irmão hierarca, relata Romfea.

Vários clérigos e fiéis também se reuniram do lado de fora do tribunal para apoiar seu arquipastor, clamando “Axios!” [N.T.: Em Grego, "Digno"] em sua chegada.

Hierarcas, clérigos e fiéis vieram ao apoio do Metropolita Nectário


O Abade Gabriel (Nikiforidis) do Santo Mosteiro de São Kyriaki comentou fora do tribunal: “Hoje é uma festa, a Páscoa, a Ressurreição, porque um dos 80 Bispos se levantou nestes dias difíceis... A questão é a criminalização da Sagrada Comunhão”.

As testemunhas de defesa do Metropolita Nectário incluem Sua Eminência, o Metropolita Serafim de Pireu, o Pe. Nícolas Loudovikos e o Arcipreste Temístocles Mourtzanos.

Celebrando a Divina Liturgia, Sua Eminência suplicou as orações do seu rebanho e, agradecendo-lhes pelo amor, sublinhou: “Somos acusados ​​do crime de ter comungado com os crentes… por termos respeitado a voz da nossa consciência, não tendo posto em risco a saúde pública, cumprimos nosso maior dever para com Deus, a Igreja e nosso povo. Obedecemos às ordens de Deus. Estamos tristes porque existe um clima geral de medo, submissão e abolição da liberdade”.

“Dizemos "Deus em primeiro lugar!". Respeitamos e obedecemos às leis humanas quando não entram em conflito com as leis da nossa fé”, acrescentou Sua Eminência.

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