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Igreja Grega Ratifica a Iniquidade do Patriarca Bartolomeu na Ucrânia

"A Igreja Grega tragicamente se uniu a perseguição da verdadeira Igreja da Ucrânia [...] Ela se uniu aos falsos irmãos e menosprezou os legítimos irmãos [...] Nós te lamentamos, Ó Grécia! Como caíste por causa de maquinações políticas!"

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Com grande tristeza eu leio que, de uma maneira Orwelliana, a Igreja da Grécia recomendou reconhecer como legítimos os cismáticos na Ucrânia.

Parece ser de modo Orwelliano por causa do artifício de propaganda: "Se você repetir uma mentira o suficiente, as pessoas acreditarão nela. Se você repetir uma mentira o suficiente, ela se tornará a verdade. Se você disser uma grande mentira o suficiente, e continuar a repeti-la, as pessoas eventualmente crerão nela". Esse artifício tem ganhado força, mesmo na Igreja. Ora, nós também temos nossos "tubos de memória", pelos quais a realidade vai por água abaixo em favor dos tendenciosos interesses institucionais.

A mentira é que a canônica Igreja Ortodoxa da Ucrânia solicitou autocefalia. Ela nunca pediu isso. A mentira é que o Patriarcado Ecumênico tenha respondido a uma solicitação legítima de uma Igreja legítima. Ele não fez isso. Um grupo de cismáticos e falsos irmãos ilegitimamente "ordenados" solicitaram o reconhecimento do Patriarca Ecumênico. Ele concedeu isso a eles na forma de um Tomo, que estava (e está) impregnado de intriga política. A mentira é que o Patriarca Ecumênico agiu altruisticamente e puramente em prol dos interesses de "seu rebanho" na Ucrânia. Ele não agiu assim.

Esses pontos vitais nunca são mencionados pelos defensores do Patriarcado Ecumênico.

Se fosse simplesmente o caso em que uma igreja Canônica tivesse solicitado autocefalia, então a discussão teria sido um tanto diferente. Com isso, não estou dizendo que eu compro a ideia de que o Patriarca Ecumênico tem autoridade global para conceder autocefalia, não é isso. A outra mentira, eu ouso dizer heresia, é que o Patriarca Ecumênico é uma espécie de Papa Ortodoxo com autoridade universal. Cederemos e aceitaremos uma forma de Neo-papismo?

A verdade e a realidade são: a canônica Igreja da Ucrânia nunca solicitou autocefalia. De fato, pelo contrário, por várias vezes ela pediu que o Patriarca Ecumênico não interferisse em seus assuntos locais. O Patriarca Ecumênico flagrantemente desconsiderou o pedido de seus verdadeiros irmãos Ortodoxos na Ucrânia e ficou do lado dos cismáticos e dos divisores da Igreja.

A verdadeira questão é: o Patriarca Ecumênico possui ou não possui "autoridade" para desconsiderar uma Igreja autônoma local conduzida por um Metropolita universalmente reconhecido? A Igreja Ortodoxa da Ucrânia é completamente autônoma. Será que o Patriarca Ecumênico possui a "autoridade" para causar perturbações para a "boa ordem da Igreja"?

Será que o Patriarca Ecumênico possui a autoridade para se intrometer nos assuntos de outra Igreja e reconhecer em seu lugar, de facto, um grupo de falsos irmãos, cismáticos, e anticristos que são uma minoria? Qualquer pessoa como uma grama de inteligência e habilidade de pesquisa pode facilmente descobrir sobre a vergonhosa história da turba que o Patriarca Ecumênico se uniu em sociedade.

Pode o Patriarca Ecumênico suscitar filhos de Deus das pedras - aqueles cujos os corações foram endurecidos pelo grave pecado do cisma e da divisão por causa da vanglória e dos interesses mundanos, pelos quais eles não demonstram arrependimento? Agora alguém pode estar em pecado gravíssimo e não mostrar arrependimento, contanto que o Partriarca Ecumênico o abençoe! Que maravilhoso, alguém pode pecar e não se arrepender, caso seja apoiado pela "autoridade" do Patriarca Ecumênico! Nós bem que podemos ter indulgências também, pois a lógica é a mesma: perdão sem genuíno arrependimento que é concedido pela "autoridade" de um homem, seja ele o Papa de Roma, ou o aspirante a Papa de Istambul.

Tudo que precisamos agora é de uma gélida autoridade! Bem, parece que os Fariseus estavam certos no final! Ainda assim faríamos bem em lembrar das palavras que nosso Senhor disse a eles: "Ai de vós...".

A Igreja Grega tragicamente se uniu à perseguição da verdadeira Igreja da Ucrânia. Ela reconheceu como "legítima" as ações ilegítimas do Patriarca Ecumênico. Ela se uniu aos falsos irmãos e menosprezou os legítimos irmãos. Iniquidade está sendo legislada como justiça. Nos te lamentamos, Ó Grécia! Como caíste por causa de maquinações políticas!

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12).

  • Um pequeno adendo após ter escrito o texto acima: em um sentido mais exato e técnico, foi recomendado a Igreja Grega reconhecer os cismáticos na Ucrânia. Contudo, para qualquer pessoa familiarizada com os procedimentos básicos de reuniões sinodais, é bem sabido que os documentos que abordam temas de tamanha importância só chegam até o estágio final de "apresentação" com aprovação prévia. Tais documentos são geralmente indicadores da direção pretendida a ser alcançada, neste caso, "recomendada". Em minha opinião, em algum grau isso se enquadra em uma questão de semântica. Todavia, eu creio que meus pontos são completamente válidos. Até mesmo a disposição de se manusear tal documento e de "recomendá-lo" indica uma traição dos fiéis na Ucrânia por parte de certos Hierarcas da Igreja da Grécia. Cada pequeno e perceptível apoio aos Cismáticos se torna uma arma com a qual se persegue ainda mais a Fiel Igreja na Ucrânia. Os Hierarcas da Grécia não podem ser ignorantes quanto a este fato; se eles de fato são, eles devem evitar completamente tal "recomendação". Eu compreendo, contudo, que existem vários Bispos, Sacerdotes e leigos que são fiéis e piedosos, que de forma alguma apoiam tal traição. Oro a Deus que dê a eles coragem e força nestas circunstâncias desafiadoras.

Pe. Zechariah Lynch e sua esposa Natalia


O Pe. Zechariah é um sacerdote Ortodoxo em Pueblo, Colorado, na Igreja Ortodoxa de São Miguel Arcanjo. Ele escreve para o blog The Inkless Pen, e é um colaborador frequente do Fé Russa.

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