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A Igreja Ortodoxa Russa e os Evangélicos Norte Americanos – A Nova Aliança

"Nós esperamos ver laços mais profundos entre os evangélicos Norte Americanos e a liderança Ortodoxa Russa nos próximos anos, com o apoio mútuo para não meramente resistir, mas contra-atacar e prevalecer sobre as incessantes tendências totalitárias do liberalismo secular e sua agenda anti-família e antitradição".

Originally appeared at: Turley Talks

Publicado primeiramente em 6 de Set de 2017

Nota do Editor: O Dr. Steve Turley é uma sensação do Youtube em rápida ascenção, autor de vários livros, escritor de blog e especialista em educação. Ele propõe um convincente argumento sobre o iminente retorno mundial dos valores tradicionais em termos de cultura, política e religião. Confira seu fascinante blog e canal do YT! 


O The Economist divulgou um material muito interessante, que explorava o relacionamento global entre Evangélicos Norte Americanos e a Igreja Ortodoxa Russa, o que evidencia precisamente o tipo de realinhamento global que nós temos acompanhado aqui no Turley Talks por já algum tempo. O artigo foca em particular sobre o ativismo de Franklin Graham, que vê uma real aliança estratégica formando-se entre a Igreja Ortodoxa Russa e os Evangélicos Norte Americanos para combater inimigos comuns, tais como o liberalismo secular e o terrorismo jihadista.

Imediatamente antes do encontro entre o Presidente Trump e o Presidente Russo Vladimir Putin no G20, Graham escreveu em seu Facebook que nós precisamos da Rússia como um aliado para combater o terrorismo Islâmico, também exortou seus amigos a unirem-se a ele em oração pelo Presidente Trump e pelo Presidente Vladimir Putin, na medida em que este encontro muito estratégico acontecia entre eles.

Graham tem sido fundamental em organizar eventos aqui nos EUA que reúnem alguns dos clérigos de mais alto nível hierárquico da Igreja Ortodoxa Russa. O Metropolita Hilário, que é o chefe do braço das relações exteriores da Igreja Ortodoxa Russa e, a propósito, um magnífico compositor, recentemente teve um breve, porém cordial, encontro com o Vice-presidente Mike Pence.

Agora, depois de seu encontro, em uma conferência conjunta de imprensa, foi isto que o Metropolita Hilário disse: ele falou que a agressão contra os Cristãos na era moderna não está limitada somente a violência física, como podemos ver no Oriente Médio, mas também como o cercear do direito das pessoas de expressarem publicamente sua fé. Ele apontou especificamente para a prática do aborto e da eutanásia, como também para a feroz perseguição dos Cristãos pelos homossexuais e seus propagandistas que insistem em impôr seu degenerado desvio sexual em todos os cidadãos, frequentemente com a ajuda da mídia e do sistema educacional.

Agora, é claro que o Metropolita Hilário vem de uma nação que tem implementado a chamada lei da “propaganda gay”, que busca proteger os menores de qualquer ativismo de relações sexuais distorcidas, ou, como os Russos chamam, relações sexuais “não tradicionais”. O artigo da revista The Economist pareceu lamentar o fato de que esta lei recebeu “caloroso louvor”, em suas palavras, dos religiosos conservadores Norte Americanos, incluindo o Sr. Graham, “uma vez que foi condenada como uma cartilha homofóbica”, são estas as palavras do artigo, “por grupos liberais de direitos humanos ao redor do mundo”.

Se fosse eu escrevendo tal artigo, eu teria dito que os conservadores Norte Americanos apoiavam a proibição de propaganda homo-facista especialmente porque ela havia sido denunciada como homofóbica por globalistas seculares e liberais. Esta é a razão pela qual muitos de nós iríamos apoiá-la.

Agora, o artigo continua para chamar a atenção para uma outra organização muito importante nas emergentes coalisões globais entre os evangélicos Norte Americanos e a Igreja Ortodoxa. Trata-se do Congresso Mundial de Famílias, uma associação sediada nos EUA que convoca encontros internacionais para fazer lobby por políticas sociais conservadoras, sendo o mais recente em Budapeste. De fato, Viktor Orban, o maravilhoso primeiro-ministro da Hungria de quem nós frequentemente falamos nestas transmissões, foi um dos oradores convidados na última conferência.

O Congresso Mundial de Famílias vê, corretamente em minha opinião, a Rússia e os líderes da Europa Oriental e Central como sendo cruciais para contra-atacar a liberal e secular agenda anti-família, na verdade anti-humana, que busca impor uma filosofia e visão de mundo do Marxismo cultural na totalidade das nações do mundo.

Eu quero dizer que o que há de tão maravilhoso com o Congresso Mundial de Famílias e, de fato, com a globalização da Direita Cristã é que eles entendem que isto não trata-se meramente de uma guerra civil na América; as guerras culturais da América são, de fato, um indicador de confrontos mundiais entre, de um lado, as forças de anti-cultura e antitradição da globalização secular e, de outro, os nacionalistas, tradicionalistas e religiosos históricos.

O artigo do The Economist, até certo ponto, parece reconher isto, embora é claro que com certo desapontamento que tantos assim da Direita Religiosa estejam cientes dos objetivos dos globalistas seculares.

Agora, é natural que existam diferenças geopolíticas entre os evangélicos Norte Americanos e os Ortodoxos Russos; os Americanos tendem a ser radicalmente pró-Israel e pró-Sionista, devido à nossa influência dispensacionalista, ao passo que os Russos são mais empáticos com os Palestinos e não se importam muito com Israel; os Americanos são radicalmente anti-islã, ao passo que os Russos têm até que boa relação com a teocracia Iraniana, ao ponto de dizer que eles prefeririam ver o mundo mais como o Iran do que como a América secular, liberal e humanista.

Não obstante, a Rússia tem, historicamente, visto a Igreja Ortodoxa Russa como fundamental para sua geopolítica. A Igreja tem, historicamente, providenciado uma ponte espiritual, pela qual alianças centradas em compromissos comuns em prol dos valores e normas tradicionais podem ser forjadas.

É muito claro que a Igreja Ortodoxa Russa tem sido a ponte mais importante para formar relações amistosas entre os EUA e a Rússia, no plano do conservadorismo social e religioso.

Creio que estamos, verdadeiramente, vendo um ator-chave, no que tange a Igreja Ortodoxa Russa, naquilo que estamos chamando de o “realinhamento global vindouro”. Como notou primeiramente Robert Wuthnow, nos idos dos anos 80, o mundo está passando por uma reestruturação que não é mais determinada pelas, digamos, alianças denominacionais, ou no caso de geopolítica, determinada pela localização geográfica, tais como Oriente e Ocidente.

Agora, alianças políticas e culturais estão sendo formadas ao redor de valores compartilhados, particularmente aqueles do lado liberal e secular, sendo representados pela União Européia e a esquerda secular na América do Norte, e os valores do lado conservador e tradicionais, do outro lado, sendo representados pela Rússia e a Direita nacionalista e populista nos EUA.

Estas dinâmicas, este realinhamento, estão a todo vapor agora. Nós estamos vendo, sem dúvida, estas coisas no microcosmo, em relação ao que está acontecendo no realinhamento da Igreja Anglicana, na qual bispos Africanos estão agora supervisionando igrejas na América do Norte, devido ao fato de que seus bispos domésticos são abertamente liberais e seculares.

Assim sendo, penso que este realinhamento está a todo vapor, e que nós esperamos ver laços mais profundos entre os evangélicos Norte Americanos e a liderança Ortodoxa Russa nos próximos anos, com o apoio mútuo para não meramente resistir, mas contra-atacar e prevalecer sobre as incessantes tendências totalitárias do liberalismo secular e sua agenda anti-família e antitradição.

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Mais sobre o assunto:

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