O Patriarcado está Regressando, os Números estão Crescendo

O Patriarcado é um sistema de valores que espera que os homens casem-se e maximizem seu envolvimento na vida de seus filhos. O Patriarcado é uma condição prévia do florescimento social e cultural. Nenhuma civilização avançada jamais aprendeu como sobreviver sem ele.

Nota do Editor: O Dr. Steve Turley é uma sensação do Youtube em rápida ascenção, autor de vários livros, escritor de blog e especialista em educação. Ele propõe um convincente argumento sobre o iminente retorno mundial dos valores tradcionais em termos de cultura, política e religião. Confira seu fascinante blog e canal do YT


TRANSCRIÇÃO:

Muito bem, pessoal! O retorno do patriarcado e a ascensão da sociedade conservadora: é sobre isto que iremos falar no vídeo de hoje.

Phillip Longman tem um excelente artigo em foreignpolicy.com sobre o aumento da natalidade entre conservadores ao redor do mundo, particularmente na Europa e nos Estados Unidos e o que isto significa para a ascensão da era conservadora em nosso meio. Eu tenho uma dívida de gratidão para com um de nossos patrocinadores VIPs, Robert Scoval, que compartilhou este artigo comigo, o qual eu colocarei o link abaixo para a referência de vocês.

Agora, é claro que neste canal nós estamos muito interessados em um fenômeno mundial que os acadêmicos chamam de retradicionalização. O que os acadêmicos têm percebido é que diante das ameaças ao senso de lugar, identidade e segurança, tão frequentemente postas pelo processo anticultural da globalização, as populações tendem a reafirmar uma identidade histórica e indicadores de segurança como sua religião, costumes e tradições enquanto mecanismos de resistência contra as dinâmicas anti-culturais e antitradicionais da secular globalização. Os acadêmicos têm gradativamente notado que, na medida em que as pessoas sentem-se vulneráveis e experimentam de ansiedade existencial, é comum que eles reafirmem seus costumes, tradições, cultura, língua, terra e etnicidade como bastiões contra as ameaças ao seu senso de segurança existencial.

Agora, talvez nenhuma instituição tradicional esteja passando por este tipo de renovação, por este tipo de retradicionalização mais do que a família tradicional. O atual uso da noção de retradicionalização tem sido alvo de algumas pesquisas muito interessantes acerca de enclaves étnicos, minorias étnicas no Quirguistão, onde os pesquisadores descobriram que, quanto mais as minorias sentiam-se ameaçadas pelas pressões culturais da assimilação, por parte da maioria étnica, mais eles voltavam-se para a procriação e fertilidade como o principal meio de resistir a tais pressões, como uma grande assimilação cultural.

Todavia, aquilo que Longman aborda são as implicações mais abrangentes do retorno do patriarcado para as demografias Européias e Americanas particularmente. Agora, por patriarcado, Longman não significa simplesmente que os homens dominam, que agora os homens são os chefes em cada área da vida, e que as mulheres devem permanecer complacentes e contentes, refugiando-se na cozinha. Isto não é o que ele quer dizer. Ao invés disso, o patriarcado é - no final das contas - dito de uma forma simples, um sistema de valor que requer que homens casem-se e, por sua vez, maximizem seu investimento na vida de seus filhos. O Patriarcado é o sistema de valor que requer que os homens casem-se – ou ao menos espera que eles casem-se – e maximizem seu envolvimento na vida de seus filhos.

Conforme Longman aponta, enquanto o patriarcado pode ter seus críticos dos dias de hoje – você sabe, são os críticos feministas, pós-modernos e do Marxismo Cultural – penso que ele destaca acertadamente que, não obstante o que você mais quiser falar sobre ele, o simples fato de que nenhuma civilização avançada jamais aprendeu como sobreviver sem ele. Em resumo, apesar de seus difamadores, o patriarcado, historicamente falando – eu ainda acrescentaria, logicamente falando – é uma condição prévia do florescimento social e cultural.

Sabe, os críticos do patriarcado têm, na verdade, algo pelo qual eles devem responder, e isto é aquele fato um tanto inconveniente de que as feministas e os movimentos contraculturais nas décadas de 60 e 70 têm tanto se irado contra o patriarcado. Certo? Eles não estão deixando nenhum legado genético. Eles estão basicamente desaparecendo da face da terra.

Por exemplo, Longman cita uma estatística muito interessante que, enquanto apenas 11% das mulheres Baby Boomer tiveram quatro ou mais filhos... Certo? Apenas 11% tiveram quatro ou mais filhos. Estas crianças somaram por volta de 25% do total de crianças nascidas dos Baby Boomers. Assim, 11% das mulheres tiveram 25% das crianças! Isto é em razão que muitas das suas contrapartes seculares tiveram apenas um ou nenhum filho. Novamente, por outro lado, os 20% das mulheres Baby Boomer que tiveram apenas um filho contabilizou apenas 7% do total das crinças nascidas dos Baby Boomers. Eu quero ler para vocês algo que Longman escreve aqui, o que ele conclui de uma informação como esta, porque eu penso que... eu penso que vocês vão gostar.

Eis o que Longman conclui destas estatísticas. Estas são suas palavras:

Esta discrepância de fertilidade está “levando ao surgimento de uma nova sociedade” (isto soa familiar?)

Está “levando ao surgimento de uma nova sociedade, cujos membros irão desproporcionadamente descender de pais que rejeitaram as tendências sociais que uma vez tornaram o não ter filhos e famílias pequenas a norma. Estes valores incluem uma aderência a uma religião tradicional e patriarcal, e uma forte identificação com o próprio povo ou nação."

Eu lerei novamente para vocês: “Estes valores incluem uma aderência a uma religião tradicional e patriarcal, e uma forte identificação com o próprio povo ou nação”.

Agora, Longman prossegue a notar que esta dinâmica demográfica ajuda a explicar, por exemplo, o que ele chama de “uma gradual mudança na cultura Americana”, para longe do individualismo secular e em direção do que ele chama de “um fundamentalismo religioso”. Penso que preferiríamos mais o termo “tradicionalismo religioso”, mas não vou opor-me a isso. Ele percebe que, dentre os estados que votaram para o Presidente George W. Bush em 2004, a taxa de fertilidade nesses estados – estes são o que chamamos de “os estados vermelhos” – a taxa de fertilidade... ela era 12% mais elevada do que nos estados que votaram em John Kerry para senador. O demógrafo Londrino, Kaufman, nota algo de semelhante aqui, onde ele verificou que os Cristãos conservadores tinham uma vantagem de fertilidade de 30% sobre suas contrapartes seculares. 

Padre Ortodoxo Russo, com sua esposa e filhos

Agora, interessantemente, do outro lado do oceano, Longman também notou que esta discrepânica demográfica pode ser responsável, ao menos parcialmente, pelo fato de que os Europeus estão começando a rejeitar cada vez mais o que ele chama de “a jóia da coroa” do liberalismo secular, que, é claro, é a União Européia. Isto porque, como se vê, estes Europeus que preferem identificar-se como “cidadãos do mundo”, como globalistas, são também os menos prováveis de terem filhos.

Ele também cita um dado dos demógrafos que descobriram que se você tem valores e atitudes que não se importam com sua nação, cultura, sua tradição, seus costumes, se você é um entusiasta de estilos alternativos de vida, do feminismo, do Marxismo cultural, você tem bem menos chances de casar-se e ter filhos do que aqueles que reverenciam e amam sua nação, cultura, costumes e tradições.

Assim, na Europa e nos Estados Unidos, estamos descobrindo que a quantidade de filhos que pessoas diferentes têm, e sob quais circunstâncas, correlaciona-se fortemente com suas crenças em um amplo leque de atitudes políticas e culturais. Também, como nós observamos em um outro vídeo, no final das contas, os conservadores estão tendo filhos e os liberais não. Novamente, ele cita algumas estatísticas da França, onde apenas cerca de 30% das mulheres têm três ou mais filhos, mas que são responsáveis por mais de 50% de todos os nascimentos. De novo, isto porque suas contrapartes seculares estão ou tendo apenas um filho ou mesmo nenhum.

Sendo assim, acontece que, particularmente nos Estados Unidos e na Europa, uma desproporcional quantia da crescente população nasce de famílias conservadoras, tradicionalistas e nacionalistas. Penso ter mencionado em um dos nossos últimos vídeos que fizemos sobre este mesmo assunto de que temos estudos que confirmam que, quanto mais conservadora a família, maior é o índice de retenção desse conservadorismo nas crianças, quando elas tornam-se adultas. Em outras palavras, quanto mais conservadora a família, mais certo é que os filhos reterão esse conservadorismo quando tornarem-se adultos. E ainda, nós até mesmo temos evidências de que filhos liberais têm mais chances de tornarem-se conservadores na vida adulta do que o oposto, por uma diferença de 21% a 15%. Então, isto é realmente estonteante, no mínimo.

Assim, na medida em que é maravilhoso ver nações como a Polônia, Hungria e Rússia ativamente revertendo seus declínios demográficos com mui deliberados e intencionais programas e políticas pró-família, é igualmente reconfortante ver que a natural família conservadora está crescendo em um nível orgânico. Deste modo, se lidamos ou com nações que estão proativamente tentando revitalizar a família, ou com nações que não estão, indiferentemente, a família tradicional está redespertando-se em toda a parte, lembrando-nos a todos que, no final, são os conservadores fiéis que herdarão a terrra


Transcrição providenciada por Dormition Professional Services.