A Traição de Isengard - A Traição Alexandrina da Ortodoxia

O Patriarca Teodoro II de Alexandria e toda a África sucumbiu às pressões do governo Grego. O ocorrido foi um soco no estômago para todos nós que estamos espantados com as ações perpretadas por Bartolomeu na Ucrânia... sua traição é amarguíssima.

Originally appeared at: Monomakhos

A referência [do título] vem do Senhor dos Aneis, escrito por Tolkien. Ele descreve o regime de Isengard sob Saruman, o Branco, o maior dos Cinco Magos (Istari), que são corpóreos seres semi-divinos enviados para guiar a Terra Média.

No meio de Isengard havia a grande alva torre de Orthanc, da qual Saruman governava. Originalmente, ele era o "pulso firme" dentre os Istari, e portanto o seu líder. Nem tão belicoso quanto Gandalf, o Cinza, nem tão infantil quanto Radagast, o Marrom: Saruman era o mais prudente. Ele era o mais firme. Todavia, mesmo assim ele eventualmente caiu em erro e traiu seu chamado divino.

Contudo, o mundo de Tolkien não é o nosso mundo. Bem, ao menos ele não era até semana passada quando ouvimos notícias desagradáveis: O Patriarca Teodoro II de Alexandria e toda a África sucumbiu às pressões do governo Grego. O ocorrido foi um soco no estômago para todos nós que estamos espantados com as escandalosas ações perpretadas por Bartolomeu na Ucrânia. Dado seu aspecto profético, sua gentileza pastoral e sua perigrinação para a Ucrânia, na qual ele se encontrou com a Igreja sofredora no ano passado, sua traição é amarguíssima.

Há muito esperávamos isso de Bartolomeu, afinal de contas, ele tem comunicado seu ecumenismo e heterodoxia já há várias décadas. Penso que foi em 1991 que ele informou um jornalista Americano que "em termos gerais, a Igreja Ortodoxa é pró-vida". Palavras e frases como "em termos gerais" são intrinsicamente alarmantes; retoricamente, elas "entregam o ouro", emprestando um clichê. A cada ano, a cada subsequente afirmação, vimos o Patriarcado Ecumênico empurrando a Janela de Overton cada vez mais para a esquerda. Foi sempre muito alarmante, mas com o tempo todos puderam ver a máscara se desfazendo.

Desde sua ascenção ao Patriarcado Ecumênico, Bartolomeu nunca falhou em desapontar os Globalistas ao seu redor. Muitos de nós (eu inclusive) fizemos vistas grossas. Afinal de contas, ele é um dhimmi que serve as vontades de um governo Kemalista na Turquia e, portanto, ele não é mais arcebispo de uma cidade Cristã do que o homem na lua. Ele não somente governa sobre uma rebanho minguante, ele precisa receber permissão do governo Turco para fazer reparos nas poucas igrejas que permanessem em seu "patriarcado". Ainda assim, mantidas inalteradas todas as outras coisas, ele jogou as cartas que recebeu da melhor forma que pode.

No final do dia, o que o Bartolomeu fez não foi uma grande surpresa: Nós sabíamos que ele colocaria sua Sé à venda. E graças ao incumbente pontífice que agora reside no Vaticano, Bartolomeu encontrou uma alma gêmea.

Mas não o Teodoro. Nós esperávamos mais dele. Se existe alguma igreja martírica em operação atualmente no mundo (além da Antioquina), está é a Africana.

Quanto a Igreja da Grécia, novamente, não houve surpresas. Uma significante porcentagem dos bispos daquela Igreja são homens comprometidos; o restante está acostumado a receber seu salário do dízimo dos pagadores de impostos. Além disso, há de se considerar o fato de que a Igreja da Grécia é uma espécie de quimera, com as dioceses do sul compondo uma Igreja autocéfala, enquanto as do norte (e algumas ilhas) são lideradas por bispos nomeados por Istambul. Sua condição é anômala, e portanto sua reivindicação de autocefalia genuína é vã.

Eu poderia continuar... A igreja de Alexandria (assim como a de Constantinopla) recebe dinheiro do governo Grego, e a Grécia tem se provado um versátil sátrapa do Departamento de Estado dos EUA.

Interessantemente, esta não é a primeira vez que o governo Grego restringiu a Igreja Ortodoxa em sua missão evangelística. Há várias décadas, quando os líderes da Igreja Ortodoxa Evangélica (EOC) viajaram para Instambul para conhecer o Patriarca Demétrio, o então Metropolita Bartolomeu Archandonis de Filadélfia, garantiu que as portas fossem fechadas em seus rostos. Isso havia sido uma ordem do governo Grego, que não desejava um influxo de Americanos que não fossem Gregos enchendo a Diocese Ortodoxa Grega das Américas do Norte e do Sul. 

Por quê? Porque a Igreja Ortodoxa Grega, então e agora, não é nada mais do que um agente não oficial servindo os interesses de um governo estrangeiro. Nós esperávamos mais da Igreja da Alexandria.

Eis a questão! Veja, todo o propósito de se ter um episcopado celibatário é garantir a independência de poderes seculares. Homens casados, dizem, sempre pensam em suas famílias em primeiro lugar. Isso é verdade, afinal de contas, o próprio Deus ordenou isso desde o princípio da raça humana. O primeiro ministério do homem é para com sua esposa e seus filhos; ele irá naturalmente favorecê-los em detrimento da família de outra pessoa.

Temos então o fato de que, a fim de cumprir esse ministério, o homem casado deve ganhar seu pão pelo suor de seu rosto. Isso também é o mandato de Deus. Isso significa que sua vida não será um passeio no parque, e que até mesmo nos melhores momentos ele será forçado a fazer concessões. Ele pode vir até a fazer algo antiético ou mesmo criminoso. Ainda assim, essas desafortunadas ações são as exceções que provam a regra; que é seu dever proteger sua família.

Portanto, somos ditos que esta é a razão pela qual homens casados não podem se tornar bispos: Porque a propensão para o nepotismo e para a transigência é muito alta. A maioria das famílias estão apenas a um ou dois salários da ruína financeira. O lobo está sempre à porta de todo chefe de família, mesmo quando as coisas vão bem.

Os monges, por outro lado, são imunes a essas ameaças. Bem, ao menos supostamente. Dizem que nosso episcopado deve ser oriundo de seu (monges) grêmio. Afinal, é mais fácil para um homem celibatário sacrificar a si mesmo e seu bem estar a fim de fazer oposição às forças seculares. Ele não tem nada a perder. Essa é a ideia, ao menos.

Evidentemente, devemos assumir que a Igreja Africana não tem sido conduzida por verdadeiros bispos monásticos. Isso não significa dizer que o Patriarca Teodoro não tem uma consciência. É possível ver a dor na face do Teodoro quando ele comemora o Sérgio Dumenko, o falso Metropolita de Kiev. Também é possível ver a presunçosa expressão de triunfo na face do ministro Grego, cujo trabalho era manietar o Patriarca Teodoro. Um verdadeiro monge, um que vive um dia de cada vez e possui fé no Senhor, teria dito ao ministro Grego para "dar o fora", e para ter certeza teria reunido alguns monges para colocá-lo para fora.

Vários séculos atrás, São Basílio, o Grande, deu ao Imperador Teodósio, o Grande, um severo sermão. O Imperador, surpreso, repreendeu Basílio, dizendo-o que jamais tinha ouvido um bispo falar-lhe de tal maneira. Respondeu Basílio indiferentemente: "Isto porque você jamais conheceu um bispo de verdade".

Um bispo desses seria de grande valia nos dias de hoje, ao menos em Alexandria. Se não estou enganado, esta é a mesma Sé que foi pastoreada por São Atanásio, o Grande, outro hierárca que nunca leu Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas. Ele não foi exilado menos do que cinco vezes e, por isso, ele é conhecido pela frase: Athanasius conta mundum (Atanásio contra o mundo). Estou certo de que sua vida foi dura e desagradável. Todavia, hoje ele permanece nos céus como um santo. Os que se adequam aos tempos, os bajuladores e os que levam vidas mansas não têm a mesma sorte..

Talvez seja a hora para se abrir o episcopado aos homens casados. Com eles você ao menos sabe com o que está lidando. Nós certamente não temos recebido liderança espiritual de "monges" como Teodoro e os bispos Gregos da África, que apreciam suas vidas mansas. Não é necessário explicar o gráfico. Todos vocês compreendem o que digo. Traição deste nível é mortífera.

  • Shqip
  • العربية
  • English
  • Français
  • Deutsch
  • Bahasa Indonesia
  • Português
  • Русский
  • Español